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Você já imaginou ser dono de um pedacinho do Cristo Redentor? Ou de uma obra de arte famosa? Ou de um imóvel comercial sem precisar comprar o prédio inteiro? Parece coisa de filme futurista, mas está acontecendo agora, bem debaixo do nosso nariz. Enquanto a maioria das pessoas ainda está tentando entender o que é Bitcoin, uma revolução silenciosa está transformando completamente o jeito de investir no Brasil. É a tokenização. E a melhor parte? Não precisa ser rico para participar. Não precisa entender de tecnologia. E está tudo regulamentado, com o Banco Central e a CVM de olho. Vamos conversar sobre isso como se estivéssemos tomando um café, sem complicação?
Vou te explicar da forma mais simples possível. Tokenização no Brasil é transformar coisas do mundo real em ativos digitais que você pode comprar, vender e guardar.
Pense numa barra de ouro. Ela existe fisicamente, pesa, brilha, está guardada num cofre. Agora imagine dividir essa barra em mil pedacinhos digitais. Cada pedacinho representa uma parte daquela barra real. Você pode comprar um pedacinho, dez, cem… o quanto quiser e puder.
Mas não é só imaginar.
Esse pedacinho digital se chama token. É como um certificado eletrônico que prova que você é dono daquela parte do ativo. A diferença é que esse certificado não pode ser falsificado, não se perde, e pode ser negociado instantaneamente.
A tecnologia por trás disso se chama blockchain. É a mesma que funciona com Bitcoin, mas aqui estamos falando de coisas regulamentadas, com empresas registradas, seguindo as leis brasileiras.
Por que isso importa para você?
Porque democratiza investimentos que antes eram só para gente rica. Quer investir num prédio comercial em São Paulo? Antes precisava de milhões. Agora pode começar com R$ 100 comprando tokens desse imóvel.
Quer ter uma obra de arte no portfólio? Antes precisava de centenas de milhares de reais e um lugar para guardar. Agora compra tokens que representam partes dessa obra.
É como se o mundo dos investimentos tivesse finalmente aberto as portas para todo mundo.
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Aqui está a parte crucial: estamos falando de ativos digitais regulamentados, não de qualquer moeda digital ou token que aparece na internet.
A diferença é enorme.
Um ativo digital regulamentado no Brasil precisa seguir regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou do Banco Central. A empresa que emite o token precisa estar registrada, precisa prestar contas, precisa ter auditoria.
É como a diferença entre comprar ações na bolsa de valores e comprar ações no boca a boca de alguém que você não conhece. Nos dois casos são ações, mas num você tem proteção legal, no outro está no vácuo.
O que pode ser tokenizado no Brasil:
Imóveis são os mais comuns. Prédios comerciais, galpões logísticos, até hotéis. Você compra tokens que representam frações desses imóveis e recebe parte dos aluguéis proporcionalmente.
Obras de arte. Quadros, esculturas, peças raras. Museus e colecionadores estão tokenizando acervos. Você vira coproprietário e pode ganhar se a obra valorizar.
Recebíveis. Empresas que vão receber dinheiro no futuro podem tokenizar esses direitos. Você compra o token e recebe quando o pagamento acontecer, com juros.
Créditos de carbono. Com a preocupação ambiental crescendo, esses créditos estão sendo tokenizados. Empresas compram para compensar emissões.
Precatórios. Aquelas dívidas que o governo deve e leva anos para pagar? Podem ser tokenizadas. Você compra com desconto e recebe o valor integral quando o governo pagar.
Até gado está sendo tokenizado. Você compra tokens que representam cabeças de gado, e quando o animal é vendido, recebe sua parte.

O mercado financeiro digital brasileiro está explodindo. E não é exagero.
Em 2020, quase ninguém falava em tokenização por aqui. Em 2022, começaram as primeiras plataformas regulamentadas. Em 2025, já são bilhões movimentados.
Por que esse crescimento todo?
Primeiro: regulação clara. O Banco Central e a CVM criaram regras específicas. Isso deu segurança para empresas sérias entrarem no mercado e para investidores colocarem dinheiro.
Segundo: tecnologia madura. A blockchain não é mais experimento. Funciona, é segura, e ficou mais barata de implementar.
Terceiro: democratização. Uma geração inteira de brasileiros cresceu usando apps, pagando por Pix, investindo por fintechs. Para essa galera, comprar tokens é natural.
As principais plataformas operando no Brasil:
Liqi é uma das pioneiras. Tokeniza principalmente imóveis e recebíveis. Regulamentada, auditada, com milhares de investidores ativos.
Vórtx oferece tokens de diversos ativos. Tem desde imóveis comerciais até créditos de carbono. Interface simples, investimento mínimo acessível.
Mercado Bitcoin não é só de criptomoedas. Também oferece tokens de ativos reais regulamentados.
Itaú e BTG Pactual, gigantes do mercado tradicional, já estão entrando pesado. Quando os grandes bancos entram, é sinal que o mercado veio para ficar.
Os números impressionam:
Mais de R$ 15 bilhões em ativos já foram tokenizados no Brasil. Pode parecer pouco comparado à bolsa de valores, mas há cinco anos esse número era zero.
Centenas de milhares de brasileiros já investem em tokens. E a tendência é crescer exponencialmente.
Chega de teoria. Como você faz para investir de verdade? Vou te guiar.
Antes de colocar dinheiro em qualquer coisa, estude o básico. Não precisa virar especialista, mas precisa entender o que está fazendo.
Leia sobre tokenização, assista vídeos, procure materiais de fontes confiáveis. As próprias plataformas regulamentadas oferecem cursos gratuitos.
Entenda os riscos. Assim como qualquer investimento, tokens podem desvalorizar. O imóvel pode ficar vazio. A obra de arte pode não valorizar. O devedor pode atrasar.
Esse passo é crítico. Só invista em plataformas registradas e regulamentadas.
Como verificar? Entre no site da CVM e procure se a plataforma está registrada como distribuidora de valores mobiliários. Se não estiver, corra.
Veja também a reputação. Pesquise no Reclame Aqui, em fóruns de investidores, pergunte para quem já usa.
Plataformas sérias têm: registro na CVM, transparência total sobre os ativos, auditoria independente, e histórico de pagamentos em dia.
O processo é parecido com abrir conta em corretora. Você vai precisar de:
CPF, RG, comprovante de residência, selfie para validação. Algumas pedem declaração de imposto de renda também.
Por que tantos documentos? Lei de prevenção à lavagem de dinheiro. Toda plataforma séria é obrigada a verificar seus usuários.
O cadastro leva de algumas horas a dois dias úteis para ser aprovado.
Depois de aprovado, você transfere dinheiro para sua conta na plataforma. Geralmente aceitam TED, Pix, e às vezes até criptomoedas estáveis.
Comece com pouco. Não precisa colocar milhares de reais logo de cara. Muitas plataformas permitem investir a partir de R$ 100.
Agora vem a parte interessante. A plataforma mostra os ativos disponíveis para investir.
Cada ativo tem uma descrição detalhada: o que é, onde está localizado (se for imóvel), qual o rendimento esperado, qual o prazo, quais os riscos.
O que analisar antes de investir:
Qual o rendimento projetado? Cuidado com promessas irreais. Se está muito acima do mercado, desconfie.
Qual o prazo? Alguns tokens têm liquidez (você vende quando quiser). Outros são de prazo determinado (só recebe no vencimento).
Quem é o emissor? É uma empresa sólida? Tem histórico? Pesquise antes.
Qual o risco envolvido? A própria plataforma deve informar. Leia com atenção.
Decidiu investir? O processo é simples.
Você escolhe quantos tokens quer comprar, revisa os detalhes, e confirma. O valor é debitado da sua conta na plataforma.
Pronto. Você agora é dono daqueles tokens. Eles aparecem na sua carteira digital dentro da plataforma.
Dependendo do tipo de token, você pode receber rendimentos mensais (como aluguel de imóveis) ou apenas no vencimento (como recebíveis).
Os rendimentos caem automaticamente na sua conta na plataforma. Você pode sacar para sua conta bancária ou reinvestir em outros tokens.
Acompanhe regularmente. As plataformas enviam relatórios sobre os ativos. Se é um imóvel, mostram taxa de ocupação, estado de conservação, etc.
Por que você deveria considerar colocar parte do seu dinheiro em tokens? Vamos aos benefícios reais.
Essa é a vantagem número um. Investimentos que antes exigiam centenas de milhares de reais agora começam em R$ 100.
Quer diversificar investindo em imóveis comerciais? Antes impossível para a maioria. Agora, totalmente possível.
Com pouco dinheiro, você monta um portfólio diversificado. R$ 500 em tokens de um imóvel, R$ 300 em obra de arte, R$ 200 em recebíveis.
Antes, com R$ 1.000 você mal conseguia diversificar. Agora monta uma carteira bem distribuída.
Alguns tokens têm mercado secundário. Você pode vender para outro investidor antes do vencimento.
É diferente de um imóvel físico, que leva meses para vender. Tokens podem ser vendidos em dias, às vezes horas.
Claro que depende da demanda. Tokens de ativos populares têm liquidez. De ativos nicho, nem tanto.
Tudo fica registrado na blockchain. Você vê exatamente quantos tokens existem, quem são os proprietários (de forma anônima), todas as transações.
Essa transparência reduz fraudes. É muito mais difícil manipular um registro descentralizado do que papéis físicos.
Muitos tokens de imóveis pagam rendimentos mensais equivalentes ou superiores a fundos imobiliários tradicionais.
Tokens de recebíveis costumam pagar taxas interessantes, às vezes acima de 10% ao ano.
Claro, rendimento maior vem com risco maior. Mas para quem busca diversificação, pode valer a pena.
Você pode ser coproprietário de uma obra de arte famosa, de um hotel em Fernando de Noronha, de um prédio histórico restaurado.
São investimentos que trazem satisfação além do retorno financeiro. Tem um componente emocional.

Vamos sair da teoria e ver casos reais que já aconteceram ou estão acontecendo.
Um prédio comercial no Itaim Bibi foi tokenizado em 2023. Valor total: R$ 50 milhões. Foram emitidos 500 mil tokens de R$ 100 cada.
Investidores compraram tokens e passaram a receber mensalmente parte dos aluguéis. Rendimento anual ficou em torno de 8,5%.
Depois de um ano, o prédio valorizou 12%. Quem comprou tokens no início teve ganho de capital além dos aluguéis.
Uma galeria tokenizou uma obra avaliada em R$ 2 milhões. Emitiu 20 mil tokens de R$ 100.
A ideia era manter a obra por 5 anos e então vendê-la. Se valorizasse, os holders dos tokens dividiriam o lucro.
Resultado: em 3 anos a obra foi vendida por R$ 3,5 milhões. Cada token que custou R$ 100 valeu R$ 175 na liquidação. Rendimento de 75% em 3 anos.
Uma empresa de energia solar tinha R$ 10 milhões a receber de clientes ao longo de 2 anos.
Tokenizou esses recebíveis oferecendo 12% ao ano para investidores. Emitiu tokens de R$ 500.
Investidores compraram, a empresa recebeu o dinheiro imediatamente (com desconto), e conforme os clientes pagavam, os tokens eram resgatados com os juros.
Todo mundo ganhou: a empresa teve liquidez imediata, investidores tiveram rendimento acima da média.
Uma fazenda em Mato Grosso tokenizou 1.000 cabeças de gado. Cada cabeça virou 100 tokens de R$ 50.
Investidores compraram, o fazendeiro usou o dinheiro para melhorar a infraestrutura.
Após 18 meses, o gado foi vendido. O valor foi 40% maior que o investimento inicial (gado valorizou mais custos de criação).
Os tokens foram liquidados e cada investidor recebeu seu proporcional.
Já que você vai investir, precisa saber como declarar. Vou simplificar.
Depende do tipo de token. Na dúvida, consulte a plataforma onde investiu. Muitas fornecem orientação específica.
Geralmente, tokens de ativos reais são declarados como “bens e direitos”, código específico dependendo do ativo subjacente.
Você precisa declarar: quantidade de tokens, valor de aquisição, plataforma onde estão custodiados, e discriminação do ativo.
Exemplo: “500 tokens do imóvel comercial [endereço], adquiridos através da plataforma [nome], valor total R$ 5.000”.
Se você recebeu aluguéis, juros ou outros rendimentos dos tokens, precisa declarar.
Alguns vêm com imposto retido na fonte (dependendo do tipo). Outros você mesmo calcula e paga através de DARF.
As plataformas costumam fornecer informe de rendimentos, igual corretoras de ações fazem.
Vendeu tokens com lucro? É ganho de capital. Precisa pagar imposto.
Para tokens de renda fixa, a alíquota varia de 15% a 22,5% dependendo do prazo.
Para tokens de renda variável, é 15% se vendeu mais de R$ 20.000 no mês. Abaixo disso, isento.
Organize-se desde o começo. Guarde todos os comprovantes, extratos, informes. Anote as datas de compra e venda.
Se você investe em várias plataformas, junte todas as informações em uma planilha. Na hora de declarar, fica muito mais fácil.
• Tokenização no Brasil transforma ativos reais em partes digitais que você pode comprar a partir de R$ 100, democratizando investimentos antes inacessíveis
• Ativos digitais regulamentados seguem regras da CVM e Banco Central, oferecendo proteção legal que criptomoedas não regulamentadas não têm
• Mercado financeiro digital brasileiro movimenta bilhões em tokens de imóveis, obras de arte, recebíveis, créditos de carbono e até gado
• Invista apenas em plataformas regulamentadas verificando registro na CVM antes de colocar dinheiro em qualquer token
• Tokens permitem diversificação real montando carteira com imóveis comerciais, arte e recebíveis usando apenas alguns milhares de reais
• Liquidez varia muito entre tokens: alguns têm mercado secundário ativo, outros só podem ser resgatados no vencimento
• Analise o ativo por trás do token como se fosse comprar diretamente, pois o risco real está nesse ativo subjacente
• Tokens são diferentes de criptomoedas: representam ativos reais com lastro, não são apenas moedas digitais especulativas
• Declare tokens no imposto de renda em bens e direitos, guardando todos os comprovantes e informes de rendimentos
• O futuro inclui tokenização de mais ativos integrando com Open Finance e permitindo pagamentos diretos usando tokens